COMO SURGIU O COWORKING


Você pode escutar esse artigo:


Trabalhando sozinhos e em conjunto em 2005, Brad Neuberg era um programador freelancer de software de código aberto de 31 anos de idade, em San Francisco.


Neuberg já inventava sistemas de software colaborativo desde 1998, incluindo o software para Internet chamado Open Portal e um navegador para Internet distribuído chamado Paper Airplane.


Ele começou a pensar sobre os principais ingredientes que faziam essas plataformas funcionarem tão bem – comunidade, criatividade e estrutura – e sobre como ele poderia aplicar esses elementos ao seu dilema de trabalho atual.


Ele imaginava: “Como eu poderia ter o tipo de comunidade e as pessoas legais ao meu redor que existem em um lugar como o Google, sem ter de trabalhar em uma grande empresa?”.


Ele reuniu três colegas viciados em tecnologia que também vinham falando sobre as tensões solitárias de trabalhar de maneira independente.


O início


Eles alugaram um espaço chamado Spiral Muse por dois dias por semana em Mission Bay, instalaram algumas mesas dobráveis, Internet sem fio e uma impressora, e criaram um espaço básico para reuniões.


Neuberg não fazia ideia de que ele estava começando o que se tornaria um movimento global que ele chamou de “coworking”. Depois que os amigos promoveram um encontro de coworking, o conceito foi divulgado.




Pouco tempo depois outros viciados em tecnologia, pesquisadores, escritores, cineastas e empreendedores autônomos começaram a aparecer querendo utilizar o espaço por algumas horas ou alguns dias e pagando na saída.


Todas essas pessoas estavam trabalhando por conta própria e tinham jurado que nunca mais voltariam a um escritório tradicional e às políticas que o acompanham, mas eles também ansiavam por alguma forma de comunidade de trabalho em que eles poderiam fazer uma polinização cruzada de ideias pessoalmente.


Conforme afirma Stephen Humphrey, professor de gestão na faculdade de administração da Florida State University, que passou mais de 40 anos pesquisando a interação social no trabalho e no trabalho a distância:

“De repente, começamos a perceber que sentimos falta da socialização – e que precisamos dela”.

Neuberg acabou saindo do grupo Spiral Muse e, ironicamente, aceitou um emprego no Google mas, junto com alguns dos participantes originais, incluindo Chris Messina e Tara Hunt, ele começou outro espaço de coworking bem-sucedido chamado Hat Factory.


Crescimento


Hoje em dia, “escritórios” de coworking estão sendo criados em todos os Estados Unidos (Sandbox Suites, Citizen Space) e o fenômeno está se espalhando rapidamente pelo mundo inteiro.




“Incitei as pessoas a roubar a ideia”, diz Neuberg.

O crescimento deste movimento não é surpreendente, considerando-se que se estima que um quinto da força de trabalho, ou 30 milhões de pessoas, esteja trabalhando por conta própria, de alguma forma ou de outra.


E várias destas pessoas, inclusive Stan Stalnaker (que, como parte do Hub Culture, administra vários pavilhões de coworking no mundo todo), são, de acordo com ele, “trabalhadores globais, altamente antenados, conscientes ecologicamente e cortadores de custos, que estavam procurando um ambiente de coworking na moda, porém consciencioso, tanto nas suas cidades quanto fora”.


Estilo de vida


Os colegas de trabalho descrevem o que seus espaços de trabalho compartilhados significam para eles não em termos pragmáticos, mas com expressões emotivas, como “centros de interações” ou “fraternidades de interesses mútuos”.


Os próprios espaços variam em termos de regalias e cultura, mas todos são baseados na combinação dos melhores elementos de um café (social, energético, criativo) e os melhores elementos de um espaço de trabalho (produtivo, funcional). Conforme Dominique Cardon e Christoph Aguiton, pesquisadores franceses da área das ciências sociais sobre comunicação e cooperação, afirmam, o coworking cria um “terceiro lugar”.


“Algo que não seja nem uma escrivaninha em uma empresa, nem o domicílio da pessoa. Trata-se de um tipo de local público onde você pode ir quando quiser, com a garantia de encontrar vida social e a possibilidade de um intercâmbio útil”.

Vá a qualquer um dos Hub’s Pavilions, como o que Rachel visitou em um antigo edifício do tipo depósito, lindamente projetado e iluminado, no coração de Kings Cross, em Londres, e você o encontrará cheio de trabalhadores independentes.


Muitas pessoas estão trabalhando sozinhas em seus laptops (algumas delas com fones de ouvido) e outras são encontradas reunidas em alcovas, tendo, como diria Neuberg, o que parecem ser interações significativas. Elas estão trabalhando sozinhas e em conjunto.


Botsman, Rachel.

Livro: O Que É Meu É Seu

Como o Consumo Colaborativo Vai Mudar o Nosso Mundo.


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